Kodak vai processar Apple e HTC por uso indevido de patente. Patente em causa da Kodak tem a ver com fotografia em dispositivos da Apple e HTC.
A Kodak, empresa ligada ao mundo da fotografia, está perto de declarar falência mas não quer deixar as suas patentes ao desbarato. Desta forma a Kodak vai iniciar um processo por uso indevido de patentes conta a Apple e HTC.
Laura Quatela, co-presidente da Kodak, em declarações à Forbes diz que «a Kodak é líder em imagens de inovação digital e investimos centenas de milhões de dólares a criar o nosso portefólio pioneiro».
Laura Quatela acrescenta ainda que «o nosso principal interesse não é o de proibir o uso da nossa tecnologia, mas sim o de obter uma compensação pelo seu uso sem autorização». Em causa estão quatro patentes utilizadas pela Apple e cinco pela HTC. As patentes em causa usada pela Apple têm a ver com a forma como a imagem é enviada do dispositivo para um servidor, o envio para e-mails e também na forma como as fotografias são enviadas pela rede de telemóveis e Wi-Fi.
Em relação à HTC as patentes são as mesmas que a Apple usa, e acrescentando ainda a forma como a imagem é apresentada após o seu registo.
Florian Muller, do blogue FOSS Patents, especula que «a Kodak só quer criar atenção à volta do seu portefólio de patentes enquanto procuram uma compradora para a empresa».
Um novo estudo indica que as últimas semanas têm sido de redução contínua da quota de mercado da Apple na Europa. De acordo com os dados do Kantar Group a fabricante da maçã tem vendido menos semana após semana, em França, Alemanha, Itália ou Espanha.
Nas nove semanas anteriores ao final do mês de novembro a quota de mercado da Apple na região caiu 9 por cento, para os 20 por cento. Só na Alemanha, maior mercado europeu, a quota da Apple terá recuado 5 por cento, para os 22 por cento.
A explicar o aparente desinteresse no iPhone e no iPad estará a crise e uma alteração de comportamentos dos consumidores, que ao longo dos últimos meses têm alterado preferências para modelos de equipamentos mais baratos.
A principal beneficiada com esta alteração de comportamento é a Google e o Android, o sistema operativo móvel cujo desenvolvimento é coordenado pela fabricante. No mercado alemão os dispositivos com Android já somam 61 por cento de quota de mercado nos smartphones.
Os números de outras empresas de estudos de mercado apontam a mesma tendência registada pela Kantar, apontando o Android como líder no mercado europeu com um crescimento acelerado ao longo dos últimos meses. A quantidade de marcas e modelos com o sistema operativo móvel ajudarão certamente a explicar a ascensão, bem como os já referidos preços, que a Apple mantém elevados, e a concorrência tem conseguido puxar para baixo.
Os analistas acreditam que a perda de terreno da Apple no mercado europeu irá provocar uma reação da fabricante que pode passar por introduzir maior flexibilidade nos modelos de repartição de receitas.
A RIM anunciou que o fenómeno da Rovio, Angry Birds, já chegou ao tablet BlackBerry PlayBook, embora ainda não esteja disponível para smartphones BlackBerry, por correrem um sistema operativo diferente.
O BlackBerry PlayBook, tal como os smartphones da RIM, também é tomado como um tablet direccionado a utilizadores corporativos, pelo que o suporte por parte de companhias que desenvolvam apps para consumidores é menor.
O jogo Angry Birds já está disponível em várias plataformas, incluindo o Apple iPhone e iPad, telemóveis Nokia e smartphones Android, já tendo ultrapassado os 500 milhões de downloads.
Atacantes podem forçar telemóveis a enviarem mensagens SMS premium ou a impedi-los de receberem mensagens por longos períodos de tempo, aproveitando uma falha lógica nas normas das telecomunicações móveis. A falha foi descoberta pelo investigador independente de segurança Bogdan Alecu, que demonstrou como isso pode ser feito na conferência de segurança DefCamp na Roménia, este sábado. Alecu explorou a maneira como os dispositivos móveis processam as mensagens de texto destinadas a aplicações especiais denominadas SIM Toolkits que, segundo ele, são pré-carregadas nos cartões SIM por mais de 90% dos operadores móveis. As aplicações podem realizar acções que incluem a verificação de crédito ou de correio de voz, ligar para números de emergência ou de apoio ao cliente, e até mesmo realizar serviços bancários móveis, e normalmente aparecem nos telefones como um menu ou aplicação com o nome do operador. Os SIM Toolkits podem receber comandos por meio de mensagens SMS especialmente formatadas, mas para que esses comandos sejam executados com sucesso, o cabeçalho da mensagem deve conter uma assinatura digital válida. A grande maioria dos telemóveis não apresentam qualquer notificação quando recebem mensagens as mensagens SIM Toolkit, explicou. Alguns acordam do seu estado suspenso, mas nenhuma mensagem é visível na caixa de entrada e não há nenhuma outra indicação de que uma mensagem foi recebida. A criptografia usada para verificar a autenticidade da mensagem é bastante sólida e não pode ser quebrada, disse Alecu. Em vez disso, os seus ataques usam telemóveis que automaticamente retornam mensagens de erro ao invés de executarem comandos legítimos. As respostas de erro são enviadas automaticamente. Os utilizadores de alguns aparelhos podem ver que uma mensagem está a ser enviada, mas normalmente não conseguem pará-la. Alecu testou as suas descobertas em telemóveis de vários fabricantes. Apenas os dispositivos da Nokia têm a opção de pedir aos proprietários do telefone para confirmar o envio de uma resposta SIM Toolkit. A opção “Confirme Acções do Serviço SIM” é geralmente desligada por norma, especialmente em telemóveis configurados pelos operadores. Alecu testou telemóveis da High Tech Computer (HTC) e da Samsung com firmware Android, e um Optimus One da LG com CyanogenMod, uma versão desenvolvida pela comunidade do popular sistema operativo móvel. Nenhum deles exibiu qualquer notificação sobre o envio de respostas SIM Toolkit, e ele não encontrou nenhuma opção para bloquear as respostas. Os dispositivos BlackBerry apresentaram um comportamento semelhante, disse. Os dispositivos Windows Mobile 6.x e iPhones notificam os utilizadores de que uma mensagem está a ser enviada, mas não oferecem nenhuma maneira de a parar. Alecu ainda não testou um dispositivo Windows Phone 7. O remetente de uma mensagem de serviço SIM Toolkit pode solicitar que a resposta móvel via SMS diretamente seja para o número do remetente ou para o centro do operador de mensagens, segundo Alecu. Estas duas opções dão origem a dois cenários diferentes de ataque, considera. Para a opção de resposta ao remetente (SMS-SUBMIT), um atacante pode forçar o envio da mensagem de erro para um número de tarifa “premium” usando um serviço de “SMS spoofing”. Esta é uma prática que permite alterar o número de origem de uma mensagem de texto para um outro que o remetente deseje. Isto pode ter fins legítimos mas também maliciosos, e há muitos serviços online que oferecem o recurso por uma pequena taxa. Alguns operadores móveis têm regras estritas sobre a criação de números de valor acrescentado. Os candidatos podem ser convidados a provar que são uma empresa registada e a fornecer informações sobre como o número será usado. Restrições também podem ser impostas sobre o texto que uma mensagem deve conter para que o remetente possa ser cobrado, o que limitaria o ataque porque o atacante não pode controlar o conteúdo da resposta automática. No entanto, o número e a diversidade de golpes existentes com as SMS é prova de que a obtenção de um número de valor acrescentado não é muito difícil. Se a segunda opção (SMS-DELIVER-REPORT) é utilizada, o erro é enviado para o centro de mensagens do operador onde é interpretado como uma falha na entrega de mensagens. Quando as mensagens não podem ser entregues, porque o telefone está desligado ou fora da área de serviço, os operadores geralmente tentam reenviar a mensagem não entregue a cada poucos minutos, por um período de tempo prédefinido. Quando isto acontece, todas as mensagens subsequentes destinadas a esse número são colocados em fila para serem entregues quando o telefone re-adquire rede. Porque receber uma mensagem falsa SIM Toolkit sempre resulta numa resposta de erro, é criado um “loop” entre o centro de mensagens e o telemóvel, impedindo o assinante de receber mensagens legítimas. Esta negação de serviço (DoS) não é permanente e, depois de algum tempo, geralmente 24 horas, a mensagem não entregue é automaticamente descartada. No entanto, se um atacante quiser enviar sete mensagens falsas SIM Toolkit uma após outra, o centro de mensagens tentaria entregar cada uma delas a cada 24 horas, resultando numa semana de DoS de SMS. Alecu demonstrou os ataques em cartões SIM de vários operadores da Roménia, Bulgária, Áustria, Alemanha e França. Mas, como os ataques exploram uma falha lógica na norma GSM e normas móveis posteriores, ele acredita que a maioria dos operadores que usam SIM Toolkits são afectados. Mitigar o ataque é possível, tanto ao vível do operador como do dispositivo. As operadoras podem filtrar as mensagens SIM Toolkit e restringir que números são permitidos para as enviar. Esta seria uma solução elegante, mas Alecu ainda não encontrou um operador que a tenha adoptado. Os fabricantes de telemóveis poderiam forçar a confirmação das acções de SIM no seu software. No entanto, essa correção provavelmente não será tão eficaz como a filtragem da mensagem ao nível do operador, referiu Alecu. Actualizações de firmware nem sempre são fáceis de instalar, especialmente em dispositivos mais velhos. Executar uma actualização de firmware de forma errada pode inutilizar os dispositivos e muitos telemóveis afectados podem até não terem suporte posterior. O Computer Emergency Readiness Team dos EUA (US-CERT) foi notificado do problema, em Agosto de 2010, e foi convidado a coordenar o processo de divulgação, disse Alecu. Ele referiu ainda que a Research In Motion (RIM) o contactou e está a trabalhando numa correcção. “Estamos cientes das reivindicações e estamos a investigá-las”, disse o porta-voz da Nokia, Tomi Kuuppelomäki. A Samsung, HTC, RIM e Apple não devolveram um pedido de comentário sobre este assunto.
O projeto de investigação da Nokia assente no princípio de encontrar alternativas energéticas eficientes e sustentáveis para carregar os equipamentos móveis, já está concluído. O resultado provou que tal é possível, mas que são muitos os desafios a ultrapassar.
A Nokia está continuamente à procura de soluções mais ecológicas para os seus utilizadores. Este projeto de investigação tinha o intuito não só de medir a viabilidade e a facilidade de carregar os telemóveis através da energia solar, mas também o de perceber até que ponto é possível carregar a bateria de um equipamento móvel quando não há condições de ligação à rede elétrica ou quando as circunstâncias não permitem ligar o telemóvel à corrente.
Para esta investigação a Nokia desenvolveu um protótipo com um painel solar embutido na parte traseira e testou-o em vários ambientes, mais concretamente no Círculo Polar Ártico, no sul da Suécia, no Quénia e no mar Báltico; foram escolhidos locais sem condições de acesso à rede elétrica ou com um acesso limitado.
As conclusões desta investigação mostraram que o carregamento da bateria de um equipamento móvel através de um painel solar embutido é possível, mas que depende de muitos fatores. Quando cuidadosamente colocados ao sol, os protótipos conseguiram armazenar energia suficiente para manter o telefone em standby, com um tempo de conversação muito limitado. Ou seja, ainda há um longo caminho a percorrer no sentido de encontrar uma solução de carregamento eficaz e sem restrições.
O estudo concluiu, igualmente, que apesar das condições climatéricas, da quantidade de sol existente numa dada região; do ângulo da luz e do estilo de vida serem fatores determinantes para a quantidade de energia obtida pelo painel solar, um dos maiores desafios é o tamanho pequeno da parte traseira dos equipamentos móveis onde pode ser colocado o painel solar. É que por ser pequena, limita a capacidade de carregamento.