Entre Abril e Junho deste ano os portugueses realizaram, por mês, uma média de 61 chamadas móveis, revelam números da Anacom, que excluem as comunicações referentes a cartões móveis dedicados ao acesso à Internet. A maioria das chamadas realizadas teve como destino interlocutores da mesma rede móvel (em média foi assim em 42 das chamadas realizadas), diz a mesma fonte.
As mensagens escritas continuam também a desempenhar um papel central nas comunicações móveis, e no período em análise o regulador das comunicações regista que foram enviadas 6,5 mil milhões, mais 2,3 por cento que na mesma altura do ano passado. O número representa uma média mensal de 302 mensagens por utilizador.
Mais reduzido é o número de mensagens multimédia enviado pelos utilizadores, numa média de 7 mensagens enviadas por mês, por cada utilizador. A representatividade reduzida deste serviço torna-se ainda mais evidente, tendo em conta que os 30,3 milhões de mensagens processadas tiveram origem em apenas 11 por cento das estações móveis efectivamente utilizadas.
Ainda mais tímido é o peso da videochamada no portefólio de serviços móveis, com um total de 1,5 milhões de chamadas realizadas, mas a crescer, já que o número representa uma variação positiva de 16,5 por cento, face ao trimestre anterior. A televisão móvel também mantém um acesso pouco expressivo, no contexto dos serviços 3G, com apenas 71 mil utilizadores no final de Junho.
Contudo, quando somados entre si, os serviços de banda larga móvel - videotelefonia, transmissão de dados em banda larga, televisão móvel, entre outros - já são usados por 27,6 por cento das contas móveis activas.
Em termos globais, a Anacom contabilizava no final de Junho 15,87 milhões de estações móveis activas, num crescimento ligeiro (0,3 por cento) sendo que, destas, 82 por cento foram efectivamente usadas. Os planos pós-pagos continuam a representar uma minoria, sendo usados apenas em 16,2 por cento das contas activas.
No trimestre em análise foram originadas na rede móvel 4,9 mil milhões de minutos de conversação, mais 13,5 por cento que nos três meses antes, num aumento que se relaciona com a proliferação dos planos que permitem chamadas gratuitas entre aderentes.
Entraram em vigor novas regras para o desbloqueio de telemóveis. De acordo com a nova legislação, os operadores ficam proibidos de cobrar dinheiro ao cliente para desbloquear telemóveis, após o período de fidelização do equipamento, que sujeita o cliente à permanência na rede por um determinado período, em troca de condições mais favoráveis de aquisição do produto.
A nova legislação - constante do Decreto-lei 56/2010, publicado no passado dia 1 de Junho - estabelece igualmente um período máximo de cinco dias para que os pedidos de desbloqueio sejam satisfeitos.
Já no caso dos clientes que pretendam deixar de estar "presos" à rede durante o período de fidelização contratualizado com o operador, este não poderá cobrar um valor superior a 100 por cento do valor do equipamento, deduzindo o valor já pago pelo cliente, para realizar a tarefa.
A regra dos 100 por cento aplica-se a cenários de fim antecipado do bloqueio à rede, nos primeiros seis meses de vida de um telefone fidelizado. Após esse período, o valor cobrado pelas operadoras não poderá exceder os 80 por cento do preço de custo do equipamento.
No último ano de fidelização - que de acordo com o diploma não pode ser superior a 24 meses - os operadores passam a poder cobrar apenas metade do valor inicial do telemóvel.
Nos casos em que um equipamento não tenha sido vendido ao abrigo de um contrato de fidelização "não poderá ser cobrado um montante superior à diferença entre o valor do equipamento aquando da sua aquisição (sem incluir desconto, abatimento ou subsidiação) e o valor que entretanto já pagou pelo mesmo", para o desbloquear da rede, diz a legislação.
Os utilizadores falam mais ao telemóvel mas a receita média por cada cliente (ARPU) está em queda em todas as operadoras. TMN, Vodafone e Optimus perderam um euro por cliente entre Abril e Junho, tendo por base os resultados trimestrais destas empresas.
Os dados citados pelo «Diário Económico» revelam que a Vodafone lidera as descidas, com um ARPU de 18,1 euros no segundo trimestre de 2009 e de 16,3 euros; ou seja, menos 1,8 euros. Embora registe a maior redução, a Vodafone é a operadora com o ARPU mais elevado.
Quanto à TMN, a segunda da lista, a perda foi de 1,4 euros por cliente este trimestre, com um ARPU de 14,6 euros. A Optimus foi a que registou a menor quebra: a receita média por cliente foi de 13,8 euros, menos 1,1 euros.
Uma das razões apontadas para estes valores é a redução das tarifas de interligação, isto é, o valor pago pelo operador quando termina a chamada numa rede concorrente.
Mas também o facto de muitos consumidores utilizarem vários cartões, os tarifários direccionados para o segmento mais jovem e as condições económicas adversas ajudam a explicar as receitas mais fracas das operadoras.
A sistema operativo móvel da Google "ganhou" um vírus só seu. O alerta é dado pela Kaspersky que diz que há um cavalo de tróia que se instala nos telefones Android, camuflado de aplicação multimédia, e começa a enviar mensagens por SMS para serviços de valor acrescentado, fazendo subir a conta de telefone.
Denominado SMS.AndroidOS.FakePlayer.a, o malware engana os utilizadores com o seu ficheiro de extensão ".APK" - a extensão padrão para Android -, de apenas 13 KB, tendo já infectado vários terminais, refere a empresa num comunicado.
As primeiras queixas chegaram da Rússia, onde os consumidores receberam contas de telefone que mostram a acção do vírus, que estará a ser distribuído através de um site malicioso desconhecido.
Face à descoberta, e como seria de esperar, a Kaspersky diz estar a desenvolver uma solução de segurança para sistemas Android, cujo lançamento está previsto para o início de 2011. Até lá, aconselha os utilizadores a verificarem os serviços a que uma aplicação pede acesso quando é instalada.
Cerca de 200 mil smartphones com o sistema operativo Android, da Google, são vendidos a cada dia que passa, indicou o director-executivo do gigante tecnológico, Eric Schmidt, durante a conferência Techonomy, em Lake Tahoe, Califórnia.
O sistema impulsionado pela Google pode ser usado por qualquer fabricante (Robert Galbraith/Reuters)
O Android equipa um terço de todos os smartphones vendidos entre Abril e Junho deste ano, com o sistema da Research In Motion (RIM), criadora do popular Blackberry, a deslizar para segundo lugar, pela primeira vez desde 2007.
A BlackBerry perdeu nove pontos percentuais de quota de mercado, para os actuais 28 por cento, e o iPhone surge em terceiro lugar, com uma quota de 22 por cento.
O sistema operativo da Google está presente numa mão cheia de modelos de diferentes fabricantes, incluindo o revitalizado Droid, da Motorola - o modelo com Android mais vendido no segundo quadrimestre deste ano entre os consumidores americanos - e o HTC.
A Google tinha indicado recentemente que 160 mil telefones Android tinham sido activados por dia durante o segundo quadrimestre, uma subida impressionante quando comparada com os 65 mil do primeiro quadrimestre.